Será que os Piratas do Caribe existiram de verdade? Entenda

Monstros marinhos, tesouros, navios amaldiçoados e o Johnny Depp solto pelos sete mares. Os Piratas do Caribe existiram de verdade? Existiram, mas a história mostra que as coisas eram muito diferentes do que vemos no cinema, sem nada fora da realidade e infelizmente, sem nenhum pirata tão bem humorado quanto o capitão Jack Sparrow, do navio Pérola Negra.

Embora a chamada “era de ouro da pirataria” tenha acontecido entre os séculos XVI e XVIII, piratas existem há muito mais tempo. Um pirata nada mais é do que um saqueador que vem do mar e na prática, até mesmo os vikings eram piratas. O antigo idioma anglo-saxão, precursor do inglês moderno, prova isso, já que a palavra “wicinga”, que deu origem a “viking”, significava simplesmente “pirata”.

Mas os Piratas do Caribe só foram aparecer a partir do século XVI, devido às conquistas espanholas nas Américas do Sul e Central. Toda o ouro e riquezas saqueados eram levados até as ilhas do Caribe e de lá seguiam para a metrópole na Europa e toda essa rota do ouro acabou despertando o interesse de muitos bandidos, para desespero da coroa espanhola.

Publicidade:

Os navios piratas possuíam regras rígidas e até mesmo um sistema de recompensas para ferimentos em batalha existia. Amputações eram comuns e o “médico” do navio quase sempre era o cozinheiro mesmo, que funcionava como uma espécie de cirurgião improvisado.

Legalize já

O “boom” de piratas nas ilhas caribenhas começou na verdade de forma oficial. A Armada Espanhola, frota que carregava o ouro americano, era a mais forte do mundo na época e isso causou problemas com os ingleses. A solução? A coroa britânica deu as chamadas “cartas de corso” para alguns mercenários e piratas, tornando-os corsários, isso é, piratas com permissão para atuar.

Veja também:   Caveiras coloridas? Nova ilusão de ótica está enlouquecendo a internet!

Esses piratas eram liberados e incentivados a saquear os carregamentos espanhóis e muitos dos piratas mais famosos da história eram, na verdade, corsários. É o caso de Francis Drake, inglês que recebeu até mesmo um título da nobreza inglesa por ter roubado e aterrorizado muitos navios que levavam ouro para a Espanha.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *