Resenha sobre o Filme Projeto Gemini (PARTE 3)

CONTINUAÇÃO:

Os personagens secundários, por mais bem interpretados que sejam, são extremamente formulaicos e o destino deles igualmente obedecem a fórmula, e o enredo de queima de arquivo já não basta ser absurdo, é aquele absurdo que a gente já viu um bilhão se vezes, quando falamos em absurdo nos referimos a descartabilidade praticada na tal agência. O roteiro parece nem se questionar o porquê da agência estar sacrificando esta ou aquela pessoa apenas segue a convenção da agência maligna que mata qualquer um que teve o mínimo contato com o novinho, mas como falamos esse são os pontos que achamos apenas genericos. O roteiro só teve duas coisas que nos incomodaram de verdade a primeira é a apresentação do protagonista (Will Smith) que é feita de forma pobre e/ou expositiva em vez do roteiro estabelecer as capacidades extraordinárias do agente na prática, prefere mostrar apenas um dos seus vários talentos que nem requer tanto vigor físico e depois se dedica a completar o resto por meio de diálogos expositivos fazendo vários personagens estupirem o cara de bajulação.

E, a segundo é a carta na manga inserida mecanicamente no terceiro ato, aos 45 minutos do segundo tempo o filme cria um problema novo que veio do nada para resolver logo em seguida e o fato da narrativa ainda tratar como mistério é de uma ridículice que só vendo, porque pro mistério ter valor ele precisa ser alimentado por um bom tempo ao longo do desenvolvimento, e além do mais quem na face da terra não conseguiu antecipar essa tal “surpresa”. Mas então para compensar o conteúdo, não ruim mas básico, restaria aos realizadores destacarem a produção através da forma e acreditamos que o filme realmente consiga dar passos ousados e impressionantes no quesito técnico, se não nos falha a memória achamos que é a primeira vez que um personagem rejuvenescido digitalmente tem tanta exposição em um filme, a confiança é tamanha na qualidade técnica que o diretor Ang Lee chega a exibir o personagem em closes muito próximos que, inclusive se evidência com uma performance do próprio ator foi preservada, realmente  o que conseguiram fazer é de cair o queixo, sendo plenamente possível comprar a ideia de que aquele ali é de fato uma versão mais jovem do Will Smith.

CONFIRA PARTE 1 E A PARTE 2 NOS ARTIGOS ANTERIORES, E NO PRÓXIMO ARTIGO A PARTE FINAL… 

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