Resenha sobre o Filme Predadores Assassinos (PARTE FINAL)

CONTINUAÇÃO:

[MAS] o problema é que os roteiristas precisam ter muita sensibilidade para não pesar à mão nessa sede de substância e acabar transformando os animais em monstros sobrenaturais de tão implacáveis que eles se tornam, igual em uma cena: a emergência já tinha sido estabelecida pelo furacão e pela enchente, no entanto, se de início os predadores assassinos entram de forma modesta mas ainda assim surpreendentemente perigosa o que mantém a gente confiante é de que todo aquele perrengue poderia realmente acontecer, aos pouquinhos os bichos vão virando supervilões, e super no sentindo de super poderosos – não que crocodilos não sejam grandes predadores, eles são – mas é que primeiro eles se multiplicam e depois se tornam onipresentes l, na teoria isso parece bom já que deixa o desafio mais difícil mas na prática não é, pois, deixa artificial também. Para piorar, os crocodilos tem uma super eficácia seletiva, eles são tremendamente letais e eficientes desde que seja atacar personagens que o filme não considera tão relevantes assim, o que é um tipo de manipulação de roteiro que tende à afastar o investimento emocional do público quando ele percebe que está sendo trapaciado.

Agora, se os crocodilos não fossem tão super poderosos o filme poderia até perder no terror físico mas poderia ganhar no terror psicológico, pois, como tá no filme os bichos estão por toda a parte e não dão sossego então a gente rapidamente já se liga que eles vão sempre aparecer para bater ponto, isso aterroriza? Sim, mas também acostuma a gente, se não aparecessem tanto o jogo psicológico poderia atazanar mais o nosso nervo em um nível insuportável, o que, para o terror, é ótimo! E, se não aparecessem tanto poderia apostar em perrengues que exigissem soluções mais inventivas – não que as situações de perigo presentes no filme sejam ruins, mas é que o roteiro vai só jogando um problema miserento atrás do outro em cima dos sobreviventes que resolvem tudo no modo mais básico, se jogam no perigo de corpo e alma no improviso contando com a sorte.

CONFIRA A PARTE 1 E 2 NOS ARTIGOS ANTERIORES…

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