Resenha sobre o Filme O Homem Invisível (PARTE FINAL)

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[…] Primeiro que, por mais que seja um terror de monstro, ela sobretudo está encarando um terror da vida real; segundo que ela ainda tem um desafio extra ao temer e reagir ao vazio, e se já é difícil contracenar com criaturas que serão inseridas digitalmente na pós-produção, esbouçar uma reação complexa desse jeito para ideia de uma pessoa que não vai ser inserida na pós-produção, é ainda mais desafiador, porque a reação dela tem que se bastar já que não teremos referência no contraponto. Ela conversando com o vazio é de partir o coração e apavorar ao mesmo tempo;

Terceiro, ao preservar a ambiguidade do seu desespero: o perigo é real, ou ela estaria alucinando?
E quarto pela viagem por variadas nuances que ela dá a personagem revelando uma construção riquíssima. Estamos falando da coragem que ela mostra estar tirando do âmago, do trauma, alívios pontuais, medo real, pavor, desespero, falta de esperança, sentimento de injustiça, e até mesmo quando ela precisa mudar de personalidade para se superar, a serviço das necessidades do filme como terror, ainda assim ela consegue transmitir uma verdade assustadora. O que estamos falando exatamente, é que, ali na transição do segundo ao terceiro ato, o roteiro sente uma maior necessidade de se encaixar no gênero mais, digamos, enfaticamente, e talvez os eventos que acontecem nessa parte perca um pouco da sutileza que vinha sendo pregada até então, e desafiem a suspensão da descrença de algumas pessoas, não aconteceu conosco porque talvez tenhamos conseguido nos envolver mantendo as ressalvas necessárias que a temática pedia, mas achamos que seja um tipo de desagrado comum de acontecer, e concordamos que os realizadores poderiam ter mantido a atenção a verossimilhança que pareciam valorizar até então, porque a maior parte do filme é construída de um jeito que conseguimos, realmente, crer que tudo aquilo poderia ser possível.

CONFIRA AS OUTRA PARTES NOS ARTIGOS ANTERIORES.

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