Resenha sobre o Filme O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio (PARTE 3)

CONTINUAÇÃO:

Primeiramente gostaríamos de apontar o esforço para dar continuidade à saga sem anular o que veio antes, enquanto “A rebelião das máquinas” fingiu demência e desmentiu muitas coisas e “Gênesis” tentou sobrescrever com coisas que fugiam da lógica interna da franquia, “Destino sombrio” mantém muito mais respeito ao legado considerando os esforços de Sarah e John Connor para acabar com a Skynet, mas também toma decisões ousadas para iniciar uma nova era dentro do mesmo universo seguindo ao mesmo tempo como continuação e reboot.

Algo até parecido com o que o “Star Wars: O despertar da força”, fez; e dentro dessa concepção é plenamente lógico que, se o futuro que os Connor evitaram não existe mais eles não estejam mais no foco da batalha, por gostar dos personagens a gente sente e lamenta que eles sejam deixados de lado mas dá para aceitar que eles mesmos mudaram a importância que teriam no futuro, e da para aceitar também, que mesmo que seus esforços sejam louváveis e que tenham trazido resultado, eles não deram fim aos problemas do mundo. Então é natural pensar que se os heróis pouparam a humanidade de se chocar com esse erro em 1997 evitaram também que ela pudesse aprender com esse trauma, e às vezes causamos o mal em um determinado ponto e ele nascem em outro de novo. E, narrativamente, é uma coincidência acontecer da mesma forma que antes, e é meio chato ver tudo de novo, e logicamente não é, as idéias estão flutuando no ar, bastaria só uma faísca dessas idéias que pairem por aí. É só lembrarmos da invenção do avião: era Santos Dumont de um lado e Orville e Wilbur Wright do outro tentando fazer o primeiro vôo, e faziam isso baseados em ideias que já vinham sendo faladas há muito tempo.

O que queremos dizer é que os rumos que a franquia tomou com esse filme é plenamente natural, pensando racionalmente, agora, emocionalmente entendemos que tenha um gosto amargo, pois isso vai depender da nossa capacidade de desapego para certas coisas.

CONFIRA NOS ARTIGOS ANTERIORES A PARTE 1 E 2, E NO PROXIMO ARTIGO A PARTE FINAL…

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