Resenha sobre o Filme ‘O Exorcista (1973)’ (PARTE 2)

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(…) Segundo, se você não assistir à esse filme como ele foi idealizado para ser visto (concentrado na tela e sem interrupções) também podemos deixar passar batido grande parte dos méritos dele, são regrinhas básicas para qualquer filme, só que aqui, ainda mais do que boa parte dos filmes, são primordiais para absorção completa da experiência, e sabe o porquê? Bom, quando pensamos em ‘O Exorcista’, a primeira coisa que vem à mente é a imagem tenebrosa e horrível  da menina possuída, certo? E é de fato apavorante mesmo, e tem um acerto artístico enorme nesse visual -mas já chegamos aí – pois, o que faz de ‘O Exorcista’ um filmaço incorrigível é tudo que vem antes dessa imagem ser revelada; é a exímia construção alcançada pelo censo narrativo apuradíssimo de William Friedkin, ele pode até não ser um cineasta com um toque autoral tão chamativo, ou poderoso a ponto de extrair filmaços de roteiros fracos ou medianos, mas, quando o cara pega roteiros com potencial, ele sabe escutar as exigências do projeto para não desperdiçar oportunidade, e este filme aqui é um caso popularmente emblemático nesse sentido.

Aqui com uma força diferenciada, independente da crença anterior no sobrenatural ou não, o público é inserido em uma jornada que vai do completo ceticismo até uma certeza apavorante da existência de forças ocultas, certeza que, aí sim, dependendo do seu grau de fé, pode ser momentânea durante a experiência ou até traumática, e que pode marcar por bastante tempo após assistida – quando assistimos pela primeira vez, éramos  muito religiosos… e o filme pegou por meses – ; e, o êxito do filme é nos fazer acreditar que todos os absurdos que estão sendo contados poderiam ser possíveis, e poderiam muito bem acontecer na vida real; e para conseguir isso, e consequentemente nos impressionar, essa produção contou com dois fatores aliados muito presentes aqui: exaustão e graduação.

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