Resenha sobre o Filme ‘Halloween (2018)’ (PARTE FINAL)

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Nós acompanhamos a eficácia de Myers na arte da matança, sem corte; esses talentos do assassino são intencionalmente plantados pela direção para elevar o nível de tensão cada vez que o Michael aparece, ou melhor, ele nem precisa aparecer, basta nós sentirmos sua presença, pois, além da respiração, a trilha sonora novamente tem um papel fundamental para sugerir sua proximidade, para nos deixar apreensivos – nós mesmo, os redatores, em vários momentos nos pegamos “tremendo que nem vara verde” – . Porém, nem tudo são flores no projeto; enquanto a direção se sai muito bem no terror e no suspense, o mesmo não podemos dizer quanto à ação! E são aqueles mesmos problemas de sempre: câmera nervosa e cortes excessivos que deixam tudo muito confuso – um certo trechinho no clímax, a bagunça fica de um nível absurdo. O roteiro pedia que uma cena partisse de uma certa configuração, para a outra, mas então, a edição começa a cortar tanto que a única coisa que entendemos é que está de um jeito e, destrambelhadamente, fica de outro. Também sentimos um probleminha de roteiro, quando ele se perde um pouco com personagens que pouco acrescentam uma trama.

Dois desses arcos são inseridos de forma que não colou muito bem no todo, ao nosso ver: o primeiro, é alimentado para render uma reviravolta biruta e desnecessária; e o segundo, serve apenas para deixar uma personagem isolada e incomunicável, mas este objetivo é alcançado através de acontecimentos tão artificiais – que “minha nossa!”. Aliás: que dificuldade que o roteiro tem para contornar esse negócio chamado, comunicação! Se o roteiro precisa chegar em um determinado ponto, que poderia ser atrapalhado se os personagens falassem o que precisam, que “o Michael Myers escapou”, por exemplo; ele usa desculpas esfarrapadas para os personagens não conseguirem falar, ou simplesmente fingir que eles não precisavam se comunicar. Felizmente, esses arcos não ganham tanta importância, como aconteceu em ‘H20 (1998)’, por exemplo. O filme foi consciente, e seguro à tentação de não passar o bastão para a neta, mas usou a personagem para potencializar a preocupação da Laurie, direcionar os passos dela, ou, influenciar em suas decisões.

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