Resenha sobre o Filme ‘Halloween (2018)’ (PARTE 2)

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Há, ainda, cenas praticamente recriadas sobre um novo contexto ou ótica; como aquela em que vemos a neta da Laurie na sala de aula sentada, no mesmo ponto em que a avó estava quando viu Michael pela primeira vez – mas, a nossa favorita, é aquela que acontece num ponto crucial do terceiro ato, foi inesperado e nos fez rir de nervoso -. Mais bacana ainda, é perceber que essas recriações não foram gratuitas ou quiseram apenas traçar caminhos seguros, não, elas são úteis para preparar e trabalhar as temáticas que dão identidade própria ao filme: as marcas daquela fatídica noite na vida da Laurie (Jamie Lee Curtis); e, a inversão de papéis. Pois, já vimos o dia do caçador; e esse episódio, é sobre o dia da caça.

Mesmo conseguindo constituir uma família, a Laurie deixou sua noia contaminar e atrapalhar todas as suas relações, pois não conseguiu evitar de se preparar física e psicologicamente, para o eventual reencontro; há quem ache um exagero ela passar 40 anos noiada assim, realmente, do jeito que o filme apresenta, parece que os eventos do primeiro filme se passaram a, sei lá, um mês atrás; pois então, não são 40 dias, nem 40 semanas, nem 40 meses, são 40 anos! Ela poderia ter traumas, mas a adaptação natural a faria baixar a guarda gradativamente, ou até se mudar para uma cidade bem longe. Mas, se concordamos que essa crítica faz sentido do ponto de vista lógico, do ponto de vista narrativo já achamos essa decisão do roteiro bastante funcional: primeiro que, Jamie Lee Curtis traduz muito bem os sentimentos da personagem; segundo que, a sua noia move a trama, e faz da Laurie uma ninja da faca que dá gosto de acompanhar. E, olha que coisa bacana, esse é um filme de gênero protagonizado por uma mulher de 60 anos; para quem têm noção dos bastidores da indústria cinematográfica, sabe o quanto isso é raro; diferente dos homens, quando as rugas começam a aparecer nas mulheres, a chance de conseguir um papel de destaque em Hollywood caem drasticamente, geralmente sobra os papéis de coadjuvantes ou em produções menos populares. Portanto, mais um ponto para o filme, por mostrar que podemos, sim, ver uma vovó liderando um terror. E o reflexo disso nas bilheterias, é um aviso muito importante, também, para os produtores.

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