Resenha sobre o Filme ‘Cemitério Maldito’ (PARTE FINAL)

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John Lithgow, um ator que gostamos muito, dosa uma amabilidade para que confiamos, mas, vimos que com certo pé atrás; e a menininha (Jeté Laurence), entrega uma performance à altura de tudo que é requerido a ela; já a personagem da mãe (Amy Seimetz), convive com o trauma que à deixou no limiar da instabilidade, e assim sendo, os eventos pelos quais passa são muito mais do que suficientes para destrambelha-la completamente – e tem uma cena em especial que, minha nossa! -; a interpretação da Amy Seimetz, diante de uma certa situação chocante e inacreditável, deixa-nos sufocados e travados junto com a mulher. Só lamentamos que o roteiro não tenha se dedicado mais a esse horror psicológico; e na necessidade de uma conclusão apoteótica, tenha se entregado de cabeça ao terror físico, de “corre-corre”; mas os roteiros de ambos os filmes são muito similares nesse sentido – e, em vários outros, na verdade, né? – devem estar ali, seguindo bem próximo dos passos do livro; as grandes mudanças, mesmo, são poucas.

Dá para notar, que estes breves pontos específicos, que enxugou o que lá era mais esticado, ou, estendeu o que lá era mais incompleto; há algumas pequenas novidades nos rumos da trama, até para poder se diferenciar e não ser só mais uma cópia oportunista. Mas, a principal diferença, é mesmo, a intenção em deixar a história mais pesada e mais perto do real – embora, real, real mesmo, seja impossível – , isso fez com que essa nova versão, tocasse sua mensagem tema de uma forma muito mais eficaz, ao menos pra nós; a frase “às vezes morto é melhor”, parece boba e sem propósito, mas, ela revela a necessidade da aceitação diante do inevitável – a morte- ; como diz um famoso filósofo: “nada está tão ruim a ponto que não possa piorar”. O tal Cemitério Maldito, oferece uma opção para mudar o curso natural da vida, mas o que ele pede em troca, mostra que, de fato, até algo tão doloroso como perder um ente querido, pode trazer ainda mais danos a quem dedicar a sua vida ao “luto”, do que a quem aceitar a perda.

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