Resenha sobre o Filme ‘Cemitério Maldito’ (PARTE 3)

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É latente, o acertar do esforço da direção para transmitir a idéia de um ambiente menos convidativo e acolhedor, para dar razão a aura amaldiçoada e a sensação premonitória de que vai dar merda, e, não estamos falando só da parte da floresta, do cemitério… estamos falando de toda aquela região ali, incluindo a casa – não é à toa que o filme faz questão de frisar na quantidade de caminhões que passam ali -. Se você não sabe o que vai acontecer, o filme não faz a menor questão de esconder, é algo que podemos chamar de “previsibilidade consciente”; para nos torturar constantemente com a lembrança de tragédia anunciada, e não te deixar sossegar. Quando mal feito, isso realmente deixa tudo previsível e acaba que, perde a graça… mas quando bem feito – que é o que achamos que acontece aqui – deixa o incômodo pairando no ar. E a prova da eficácia desse uso da previsibilidade para nos torturar psicologicamente, é que, quando de fato acontece algo, ainda assim, se chocamos, e muito; inclusive, esse choque, que também estava presente no filme original, é um dos pontos altos dele.

Mas precisamos dizer que esse novo filme conseguiu ainda se superar, pois tem um elemento narrativo que fez toda a diferença para dar mais peso aos acontecimentos: às atuações… que estão muito mais densas, e isso, era um dos grandes problemas do original – pois, vamos lhe falar: quanta canastrice em um filme só – , em especial, protagonista (Dale Midkiff) – que minha nossa! – , reagia a tudo com carinha de pendei, não sei quem foi – tá, vai lá, para não dizer que tava todo mundo ruim: o velho estava bacana, e o gato .
Mas desta vez não; desta vez acertaram em cheio com todo mundo.

Jason Clarke, que mesmo não sendo um barril de carisma, está muito mais carismático agora do que quando começou a se destacar; porém uma coisa ele sempre teve e aqui consegue expor com perfeição: uma capacidade de encarar com muita verdade as diversas fases de seus personagens.; suas curvas dramáticas são muito bem correspondidas: da satisfação otimista no início, ao se mudar, passando pelas preocupações, até a absorção da tragédia e, em seguida, ser dominado pelo desespero, á ponto de chegar à beira da loucura, ou, ultrapassá-la. Fato é, que ele consegue nos convencer de tudo que está passando.

CONTINUA…

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