Resenha sobre o Filme ‘Cemitério Maldito’ (PARTE 2)

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[…]Para a narrativa poder rolar mais naturalmente, ela vai ter muito mais dificuldades se estiver desequilibradas, sem harmonia entre os seus elementos, mas quando tudo está nivelado, ela flui que é uma beleza. Levando esse raciocínio a questões práticas, para nós, as piores coisas do filme de 1989 foram: a direção (Mary Lambert), que dá umas escorregadas feias no quiabo em relação ao tom: está tudo lá correndo de forma corretamente sóbria, e de repente, surge um fantasma conversando trivialmente com os personagens e soltando tiradinha sarcástica; ou  ainda, uma alucinação que conversa olhando diretamente para a câmera; mas, o pior são certas situações cuja coreografia da cena não convence nem se fizermos força, e chegam a dar raiva da aparente imbecilidade dos personagens que não conseguem lidar com uma ameaça que não demonstrou ser tão ameaçadora, assim; e aí, como é que a diretora tentou contornar isso? Filmando as cenas de confronto de forma caótica para mascarar a impossibilidade da situação, e assim, poder chegar no ponto onde o roteiro queria chegar, resultado: só deixou os personagens parecendo completos idiotas. Aqui, a dupla de diretores já foi mais certeira!

Começando por esses momentos mais efusivos que falamos: eles são muito mais críveis, porquê as cenas: A) são mais mais compreensíveis; e B) os agressores são mais sorrateiros; o que deixa muito mais fácil acreditarmos na periculosidade daquela ameaça… sendo sorrateiro, e não na trocação tête-à-tête, porque, ali, é patético, né?
Quanto ao tom… jamais investe na sobriedade do original, o que não chega a ser um erro daquele, nem desse; mas, devemos dizer que a atmosfera, constantemente sombria, deste, causou mais com essa história macabra, para que pudesse nos deixar a flor da pele.
A fotográfia oferece imagens mais nubladas, com fontes de luz mais restritas, criando sombras duras no cenário e no rosto dos atores; a floresta ganha um aspecto enevoada, geralmente é revelada a noite; e a edição de som ainda encaixou sons estranhos de galhos quebrando, com urros que quase transformam a floresta em uma criatura viva, o que contribui para ressaltar os seus mistérios bizarros.

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