Resenha sobre o Filme Cadáver (PARTE 2)

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CONTINUAÇÃO: 

Porque na ausência dessas maiores ambições, como já mencionamos na primeira parte desta resenha, Cadáver é sustentado por apenas dois frágeis pilares: reprodução, das convenções usadas e abusadas no terror hollywoodiano, ou seja, os clichês, e no: exagero que chega a ofender a nossa suspensão da descrença. Começando pelos clichês: o filme acha que está desenvolvendo a protagonista através do trauma e do sentimento de culpa, mas se comever alguém com isso é graças aos esforços da eficiente Shay Mitchell, pois, em verdade, tudo não passa de um draminha raso, bobo e ingênuo; o filme parece propor, que mais do que lidar com mal externo, a mocinha precisa lidar com os próprios demônios interiores… na teoria parece bacana… mas na prática não chega nem perto!

Além de ser uma ideia extremamente repetitiva, o roteiro não consegue fazer ela render situações nem minimamente inspiradas. Inclusive chega forçar à mocinha a lidar com um certo personagem que mata pessoas para evitar que pessoas sejam mortas – não entendeu? Então estamos junto!

A trama é tão sem inventividade que se desvenvolve em looping, perdemos as contas de quantas vezes a protagonista ia na gaveta de defuntos, abria, via o corpo, acontecia alguma coisa bizarra e ela fechava – era um tanto quanto tedioso é cansativo. E as cartas que o cineasta holandês, Diederik Van Rooijen, usa para trabalhar o terror são tão “inspiradas” quanto aqueles tiozãos fazendo as mágicas sem graças do dedo. Os clichês: sombra passando na frente da câmera, alucinações através de flashes cortados, personagens que aparecem do nada para assustar gratuitamente, trilha sonora que telegrafa quando alguma coisa bizarra vai acontecer e, claro, vários outros momentos bizarros e cheios de clichês. O que piora ainda mais é o conceito em torno da coisa, da monstra possuída, pensem, o que esse demônio quer? Possuiu uma mocinha indefesa, mas e aí? Quer fazer tudo isso para atasanar meia dúzia de caboclos e já pode fechar a conta por hoje?

CONFIRA AS CONTINUAÇÕES NO PRÓXIMOS ARTIGOS… E A PARTE 1 NOS ARTIGOS ANTERIORES.

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