Resenha sobre o Filme Adoráveis Mulheres (PARTE FINAL)

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CONTINUAÇÃO (FINAL):

Até na composição do Timothée Chalamet, apesar de ele preservar o jeitinho de riquinho metido nas duas fases, dá para notar uma diferença sutil no comportamento: enquanto mais jovem ele agia de forma mais pimpona, já adulto ele se contém mais. Mas em muitas vezes a diferença realmente imperceptível. O que é ainda mais difícil de notar com a Eliza Scanlen e com a Emma Watson: à primeira por ter um papel mais discreto, e a segunda pela limitação da atriz. Agora se tem uma coisa que até as melhores composições não conseguiram contornar, é o fato que suas aparências não mudam, e aí fica muito complicado de comprar a diferença de sete anos que a trama propõe entre essas duas fases; e o fato de que nos flashbacks as personagens teriam entre 13, 14, 15, 16 á 17 anos, mas, pelo visto a diretora Greta Gerwig gostava tanto do elenco jovem que não quis abrir mão dele no passado para escalar adolescentes de verdade. O que é compreensível pela duração e importância dos fatos no passado –  talvez seja até equivocado chamar de flashback, já que não são voltas pontuais no tempo, mas duas narrativas paralelas com relevância semelhante.

De uma forma ou de outra, foi difícil aturar os personagens com as mesmas aparências justamente nessa fase da vida onde sete anos fazem muita diferença. Na verdade, essa aparência pode até causar uma confusão na mente do espectador sobre o que está acontecendo e em qual linha do tempo, principalmente porque a montagem intercala uma cena do passado, uma cena no presente, uma no passado… e assim vai… é uma montagem que exige que o espectados esteja bem atento, e, embora busque preservar uma rima entre os trechos no passado e no presente, às vezes acaba comprometendo a coesão narrativa e deixando o filme mais embolado do que a história pedia.

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