Resenha Sobre a Animação Frozen 2 (PARTE 2)

Ainda que ambos os filmes tratam de uma busca por descoberta, o primeiro era mais estritamente focado no amadurecimento das duas irmãs e numa busca por aceitação, na verdade, por autoaceitação da Elza, já o segundo busca o autoconhecimento e a confiança entre as irmãs, então não apenas é uma nova jornada com vida própria.

A trama de Frozen 2 também é simpática, gostosinha, aprimora a interação entre os personagens e tem um senso de urgência que exercita a dinâmica entre os personagens de forma eficiente para fazê-los reagirem e com isso manter o enredo progredindo. No entanto, não dá para fazer vista grossa para o fato que a ameaça dessa nova aventura é bem morninha, sem contar ainda que é uma emergência que surge do nada, sem grandes justificativas deixando-nos bem confusos.

Ou seja a problemática cumpre o seu papel estrutural, mas, dramaticamente é conveniente demais para o filme poder existir e para se faturar mais um bilhão em ingressos e venda de acessório e bonequinhos. Tem um personagem que é tão gratuito e sem função que chega ser descarado o tamanho do desespero do estúdio para gerar dinheiro, é fofinho? É, mas está ali só para o estúdio faturar. E esse panorama pode dar ao filme um ar de desnecessário, até porque, por mais que a historinha seja funcional e suficiente para se acompanhar com gosto a jornada dos heróis, por mais que seja uma trama que pretende ser maior que a primeira não podemos deixar de sentir ela como sendo menor, talvez seja porque a jornada pessoal do primeiro é mais importante, intensa e genuína. E o roteiro reservou aos personagens algo muito fraco, algo insuficiente. Reservou ao Kristoff (Jonathan Groff) um marco tão redundante, ele passa praticamente o filme tentando fazer uma coisa e a mesma piadinha “clichê” se repete; a necessidade da Elza (Idina Menzel) em achar respostas me pareceu muito gratuita, é uma paranóia que ela nunca teve e de repente “a não, agora quero saber”; enquanto a preocupação da Ana (Kristen Bell) com a irmã, completamente despropositada – a irmã é toda poderosa literalmente, a super preocupação é um tanto quanto descabível.

CONTINUA NO PRÓXIMO ARTIGO…. CONFIRA , TAMBÉM, A PRIMEIRA PARTE NO ARTIGO ANTERIOR.

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