Não veja: ‘O EXORCISTA 2: O HEREGE’ (PARTE 1)

Publicidade:

O Exorcista II: O Herege (Exorcista II: The Heretic, 1977) escancarou seu espaço nos Piores Filmes do Mundo não apenas por ser uma tragédia cinematográfica, como ainda por ter jogado excremento no legado do clássico que o antecedeu: O Exorcista (1973). Após os eventos traumáticos do primeiro filme, Regan (Linda Blair) agora está frequentando uma psiquiatra (Louise Fletcher), que recomenda um tratamento com uma máquina hipnótica sem que ela demonstre ter problema algum. Claro, a moça não aceita a hipnose, mas basta só um padre (Richard Burton) aparecer que ela muda de ideia. E isso acaba reconectando a ex-possuída ao demônio que a possuiu no passado, fazendo com que o novo padre parta numa jornada pra expurgar novamente o mal. Bem, isso é o que o filme queria ter sido. A prática foi bem diferente e por isso conquistou seu lugarzinho no nosso rol do desprestígio. Um terror por intenção e uma comédia de forma involuntária. Em reação, caso tenha coragem depois, é só buscar o filme completo.

Não existe razão alguma para esse projeto ter sido levado adiante. Não tinham qualquer traço de ideia minimamente interessante. A trama não sabe para onde ir, a narrativa é uma bagunça que pula para lá e para cá sem qualquer lógica, é zero coesão e cem porcento chatice. Se o objetivo era surfar no prestígio do antecessor poderiam ter-nos dado algo em que se agarrar. Mas a ambição era tamanha, que dispensaram profissionais que queriam mais tempo para desenvolver boas ideias e vieram com essa pataquada oportunista. E, bem, esse filme do capeta, começa ao som de uma gritaria, em algum país latino – como se tivesse alguém com hemorroida tentando evacuar um cocô do tamanho de um tijolo, mas não era isso, não – era só uma mulher sofrendo de possessão demoníaca mesmo, que se perguntava por quê logo ela, curadora de doentes e tudo mais, está sofrendo com tudo isso; aí chega um padre que mete logo um: ” sei lá maluca, nem te conheço”; e ela, não gostando da resposta, decide fazer um cosplay de fogueira – e algo nos diz que ela se arrependeu de usar fogo de verdade ao invés de papel celafone.

Publicidade:

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *