Ministério Publico de MG denuncia Ex-presidente da Vale e mais 15 por Tragédia de Brumadinho

O Ministério Publico de Minas Gerais ofereceu denúncia contra o ex-presidente da Vale, Fábio Schvartsman, e outras 15 pessoas por homicídio duplamente qualificado e crimes ambientais na tragédia de Brumadinho. As duas qualificadoras apresentadas foram as de perigo comum e por motivo que dificultou ou tornou impossível a defesa das vítimas. A mineradora Vale e a consultoria Tüv Süd também foram denunciadas por crimes ambientais com especificidades consequentes ao despejo de mais de 12 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério na região. De acordo com o Ministério Público de Minas as ações, que levaram ao rompimento da barragem um da mina córrego do feijão, tiveram início em novembro de 2017, o promotor, William Coelho, enunciou que a Vale promoveu uma ditadura corporativa em que impôs as próprias decisões à sociedade e ao poder público ocultando informações dos riscos, segundo ele, o presidente da Vale, Fábio Schvartsman, participou de todo esquema.

Durante as investigações, conseguimos recolher um volume substancial de provas que indicam um conhecimento do risco pelo presidente da Vale, não só, especificamente, do risco da barragem 1 mas mais grave ainda, do risco de diversas barragens em situações inaceitáveis de segurança sob a gestão da Vale. (Investigador do Ministério Público)

O MP de Minas Gerais enfatizou que a Vale tinha uma caixa preta na qual mantinha um lista sigilosa que elencava dez barragens em risco, com o auxílio da Tüv Süd a mineradora emitia falsas declarações de condições da estabilidade da estrutura. O Ministério Público de Minas Gerais afirmou que a Vale afastava empresas de auditoria externa que não compactuavam com a prática, enquanto beneficiava aquelas que aceitavam participar do esquema.

Dias antes do rompimento, um representante da consultoria alertou Schvartsman para os riscos de uma tragédia, o então presidente da Vale respondeu de forma hostil e promoveu retaliação contra o funcionário. Para o procurador geral da justiça, Antônio Sérgio Tonet, o maior interesse dos denunciados era manter a integridade da imagem da empresa no mercado.

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