Lago que Transforma Seres em Pedra? (PARTE 2)

CONTINUAÇÃO…

A temperatura do lago varia ao longo do ano. Em sua temperatura máxima, você rapidamente teria por todo o seu corpo queimaduras de terceiro grau. O sal faria todo o seu corpo arder e você teria dificuldades para nadar por conta da dor imensa. Seu corpo afundaria, endureceria e ficaria quase intacto nas profundezas. Agora, se o mergulho acontecesse em uma temperatura mais baixa, a sensação inicial seria como uma banheira de hidromassagem – nos primeiros segundos, é claro! Em seguida seus olhos começariam a arder por conta do sal e, caso tivesse alguma ferida na pele, você agonizaria de dor. Você precisaria nadar com muita destreza evitando engolir qualquer gota d’água, preferencialmente, com óculos especiais – ou poderia ficar cego.

Quanto mais rápido sair do lago e se banhar em água limpa, maiores as chances de sobrevivência. Parece algo assustador, não é mesmo? Mas ambientes assim, por incrível que pareça, podem ser um santuário para alguns animais. O Natron também é um lugar onde a vida floresce. A alta taxa de mortalidade que ocorre no Natron parece não intimidar algumas espécies como os flamingos-pequenos. A reprodução desses animais cresce a cada dia: eles prosperam em lagos salgados por conta de sua pele dura e pernas escamosas, que evitam queimaduras, além de se alimentarem das cianobactérias do lago. Mas, devemos nos lembrar que flamingos possuem quase que “poderes especiais”: eles podem beber a água doce de fontes próximas ou gêiseres nas margens do lago e, se estiverem desesperados o suficiente, podem até filtrar a água salgada com glândulas especiais nas cavidades nasais. Como se não bastasse, seus estômagos fortes permitem que eles se alimentem das algas tóxicas encontradas em todo o lago e, por isso, o Natron é o local perfeito para criar e proteger seus filhotes. Bem, no fim das contas: se você não for um flamingo ou uma cianobactéria… é melhor não se arriscar e preferir um banho de piscina comum ao invés disso!

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