Filmes Estranhos: ‘As Ruínas’ (PARTE FINAL)

Não queremos revelar muitos detalhes, mas estávamos até comprando a ideia de movimentos, e simples digamos: simulações que essa tal ameaça faz, mas o nível que o filme chega vem de voadora com os dois pés na nossa suspensão da descrença, exageros agressivos e desnecessários; essas tais pataquadas, as quais nos referimos, não mudam absolutamente nada, da trama, se retiradas nós nem daríamos falta exceto pela duração final que cairia um tico. O intuito é muito claro: deixar as coisas mais apavorantes; o resultado…, pelo menos conosco, foi constrangedor; talvez seja um dos fatores que faz com que boa parte do público não valorize esse filme. E agora talvez você esteja pensando: “Por que, pelo amor de Jesus, estão recomendando esse filme? E que filme é esse?” Bom, é porque descartar esse filme por causa desses problemas achamos muito injusto demais, pois, desconsiderando esses exageros,  sobra um filme de horror tremendamente horrendo.

O projeto é curtinho, bem objetivo,  tem esses altos e baixos, mas o altos são altos mesmo, e a sensação que a cenas tensas e violentas provocam costumam ser tão fortes que até serve para preservar esses pontos altos por mais tempo; as cenas passam continuamos pensando e lembrando e continua agoniado por elas e tenso pelo que está por vir, e o que está por vir revela uma boa coragem do projeto ao ativar uma roleta russa com seus personagens que ajuda a deixar as coisas menos os antecipáveis. Sim, estamos falando de um terror que busca causar um impacto físico, mas o físico daqui é tão perturbador que mexe com a nossa mente; a forma como a ameaça predadora ataca é invasiva, degradante, deteriorante de um jeito que nos faz se coçar e se contorcer de gastura. Apesar desse conceito invasivo já ter sido abordado em outros filmes, ainda assim esse filme aqui consegue dizer a que veio e consegue deixar sua marca pela forma com que a direção (Carter Smith) levou os ataques a prática aproveitando muito bem os momentos de revelações e choques através das reações dos personagens, pela realização dos efeitos e maquiagem muito convincentes e pelos desdobramentos dos ataques que “Minha nossa!!!”. Para quem se entusiasma com um incômodo provocado por uma violência gráfica bem feita, esse filme é um prato cheio.

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