Animais com Poderes Aterrorizantes (PARTE 2)

CONTINUAÇÃO…

CAMARÃO-PISTOLA

Que tipo de perigo um camarão de meros 5 centímetros pode oferecer? Não queira ser uma presa do camarão-pistola para descobrir. Ele paralisa e pode matar suas presas mesmo à distância, através de uma violenta onda de choque supersônica. Essa onda é gerada por meio de um rápido movimento de suas garras. Com tanta energia liberada pelo estalo, a água que os rodeia atinge, por uma fração de segundos, a temperatura de inacreditáveis 4700 graus, pouco menos quente que a superfície do Sol, que atinge escaldantes 5.500 graus. Além disso, o soco produz um som de 218 decibéis, e o movimento é tão rápido e intenso que libera energia suficiente para que os elétrons se desprendam dos átomos, criando um plasma, que pode ser visto como um flash. A força é tanta que, muitas vezes, o camarão-pistola pode matar suas presas mesmo se não acertá-las. Quando não matam, as deixam totalmente atordoadas.

BESOURO-HÉRCULES

Que superpoder um dos maiores besouros do mundo pode nos mostrar? Com até 17 centímetros de comprimento, o besouro hércules é o mais forte do mundo, pelo menos em proporção ao seu tamanho. Esses insetos enormes são capazes de levantar até 850 vezes o seu próprio peso. Se uma pessoa de 70 quilos tivesse a mesma força, ela seria capaz de levantar 60 toneladas! Como isso é possível? A resposta foi dada séculos antes desses bichinhos terem sido descobertos, e tudo se resume a relação entre força-peso, demonstrada por Galileu Galilei. Um animal maior pode ter músculos maiores, mas grande parte de sua força é usada para suportar o seu próprio peso, então não sobra muito para levantar um peso extra. Em contraste, criaturas menores têm menos massa para carregar, então podem dedicar mais força muscular ao levantamento de peso. Além disso, quanto maior o animal, mais energia ele precisa para sustentar funções essenciais como a respiração e circulação sanguínea. Com sistemas internos mais simples e compactos, animais menores, como os besouros, podem investir mais da energia que ganham com a comida na construção de exoesqueletos fortes, que suportam mais peso do que tecidos moles.

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