A Ilha das COBRAS, a ilha mais Perigosa do Mundo (PARTE 2)

CONTINUAÇÃO…

De fato, para entrar na ilha é preciso uma autorização da Marinha brasileira, e todas as expedições só acontecem acompanhadas por um médico. A própria Marinha só vai até a ilha 1 vez por ano para fazer a manutenção de um farol automatizado ali presente desde a década de 20, época em que as autoridades proibiram o acesso à ilha. A espécie de serpente não tem concorrentes nem predadores, e podem sobreviver até 6 meses sem se alimentar. Elas costumam atacar pássaros desavisados que ficam em copas de árvores, já que não há presas como pequenos mamíferos no solo. Curiosamente, as cobras não atacam as espécies de aves locais da ilha. Os filhotes comem pequenos lagartos, anfíbios e artrópodes, como as lacraias, por exemplo. Outra peculiaridade dessa espécie é que ela não bota ovos. A jararaca-ilhoa é vivípara e gesta seus filhotinhos no ventre, como os mamíferos. São cerca de 10 filhotes por vez, sempre na época mais quente do ano. Os cientistas dizem que as serpentes estão ali há cerca de 11 mil anos, desde a era glacial.

Na época, a ilha era apenas um morro que acabou se isolando do continente devido ao aumento do nível do mar. Isso fez com que algumas espécies ficassem presas da ilha, como as jararacas. Elas então se adaptaram às novas condições, evoluindo bastante suas habilidades de ataque. O isolamento e as condições geográficas da ilha lentamente contribuíram com a seleção das características mais favoráveis ao ambiente, criando uma espécie diferente das jararacas continentais. Curiosamente, a jararaca-ilhoa está na lista de animais ameaçados de extinção, E um dos motivos é a biopirataria, que faz a captura ilegal da espécie. Um exemplar pode custar 30 mil reais no mercado negro. Além disso, muitas vezes pescadores chegaram a atear fogo na ilha com medo das serpentes, daí o nome Queimada Grande.

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